Destaques
- Links Rápidos
- Perfis do Sector
- Entrevistas
- Eventos
O crescimento dos pagamentos digitais em África já não depende apenas da possibilidade de enviar dinheiro pelo telemóvel. A próxima etapa passa por transformar as carteiras digitais em instrumentos regulares para pagar despesas essenciais, incluindo água, electricidade e outros serviços públicos. Esta é a principal mensagem de uma análise publicada pela ICTworks, a 20 de Outubro de 2026. O artigo…
Os serviços da Revolut registaram perturbações esta terça-feira, 20 de Outubro, depois de uma falha na infraestrutura da Google Cloud ter afectado várias operações da plataforma financeira digital. Entre os serviços comprometidos estavam os pagamentos com cartões, as transferências bancárias, os levantamentos em caixas automáticas e o acesso às contas. A interrupção atingiu também funcionalidades de câmbio, negociação de acções…
Angola (Luanda) prepara-se para receber um dos principais encontros da indústria financeira africana. A sexta edição da Africa Financial Summit (AFIS) terá lugar no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, nos dias 3 e 4 de Novembro de 2026. A organização prevê reunir mais de 1.250 dirigentes e especialistas do sector financeiro, incluindo responsáveis bancários, seguradoras, fundadores de fintechs,…
A nova iniciativa do Banco de Reserva da África do Sul pretende…
Durante muito tempo, falar de criptomoedas significava falar de Bitcoin, Ethereum, especulação e volatilidade. Hoje, porém, uma outra categoria de activos digitais começa a ocupar um espaço cada vez mais relevante na discussão sobre o futuro do dinheiro: as stablecoins. E, na minha perspectiva (Não sou especialista na máteria), é precisamente aqui que poderá estar uma das maiores transformações do sistema financeiro nos próximos anos. As stablecoins não nasceram para substituir imediatamente o dinheiro tradicional. Foram criadas, inicialmente, para resolver um problema do próprio universo cripto: como movimentar valor digital sem estar permanentemente exposto à enorme volatilidade de activos como Bitcoin? A resposta foi criar tokens digitais cujo valor procura manter uma relação estável com um activo de referência, normalmente uma moeda fiduciária, sobretudo o dólar norte-americano. Mas aquilo que começou como uma ferramenta para o mercado cripto está a transformar-se numa discussão muito maior: e se o dinheiro tradicional pudesse adquirir as características da Internet? Mas antes de aproundarmos mais a nossa abordagem, é melhor saber na intrega, o que é uma Stablescoin O que são, afinal, stablecoins? De forma simples, uma stablecoin é um activo digital emitido numa blockchain e concebido para manter um valor relativamente estável em relação a outro activo. A modalidade mais comum é a stablecoin indexada ao dólar, procurando manter uma relação próxima de 1 token = 1 dólar. Existem diferentes modelos. Algumas são respaldadas por moeda, depósitos ou activos financeiros de elevada liquidez; outras utilizam criptoactivos como garantia; e existem ainda modelos algorítmicos que procuram manter a estabilidade através de mecanismos automáticos. Entre os exemplos mais conhecidos estão o USDT, da Tether, e o USDC, da Circle. De instrumento do mercado cripto para infraestrutura financeira A primeira grande utilização das stablecoins foi relativamente simples: servir como uma espécie de “dólar digital” dentro das plataformas de criptomoedas. Um investidor podia trocar Bitcoin por USDT ou USDC sem necessariamente sair do ecossistema blockchain. Mas esta utilização inicial começou a revelar algo muito mais importante: Uma stablecoin pode transportar valor digitalmente, 24 horas por dia, sete dias por semana, através de uma rede blockchain e sem depender necessariamente do modelo tradicional de transferências bancárias. É aqui que começa a verdadeira transformação. O que temos não é apenas uma nova criptomoeda. Temos a possibilidade de transformar dinheiro numa espécie de software. Um pagamento pode ser programado. Uma liquidação pode ocorrer automaticamente. Um contrato pode desencadear um pagamento. Uma empresa pode movimentar fundos internacionalmente sem esperar pelo horário de funcionamento de determinados sistemas bancários. O mercado já é grande. A economia real ainda não Aqui está, provavelmente, o maior paradoxo das stablecoins. O mercado já atingiu uma dimensão suficientemente grande para chamar a atenção dos bancos centrais, bancos comerciais, grandes empresas tecnológicas e instituições financeiras. O BIS estimava, no início de Abril de 2026, uma capitalização global próxima de 315 mil milhões de dólares. O FMI, por sua vez, estimava o mercado em aproximadamente 300 mil milhões de dólares em 2026. Mas tamanho não significa necessariamente adopção na economia real. Grande parte das transacções ainda ocorre dentro do próprio universo de activos digitais, incluindo negociação, arbitragem e outras operações relacionadas com criptoactivos. O que acaba por ser ainda uma desvantagem para a alavancagem do mesmo. Será que nos proximos anos teremos novidades sobre o mesmo? Fica a pergunta no ar!
Enquanto nós ainda estamos a adaptar-nos cada vez mais aos pagamentos digitais,…
Mastercard anunciou novos serviços de confiança e inteligência para reforçar a segurança…
A Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) está a reforçar a protecção das…
Luanda recebe hoje, 14 de Outubro, o Angola Reimagine Banking Forum, um…
A Samsung e a Coinbase estão a preparar uma nova etapa na…
O grupo francês Crédit Agricole prepara a entrada no mercado alemão de…
A First National Bank (FNB), uma das principais instituições bancárias da África…
A Visa recebeu autorização do Banco Popular da China (PBOC) para iniciar…
O Banco do Gana orientou os operadores de dinheiro móvel a reverem os mecanismos de protecção dos fundos dos clientes. A medida estabelece um prazo até 30 de Novembro de 2026 para a apresentação de planos de conformidade reforçados. A decisão surge num momento de evolução da infra-estrutura de pagamentos do país. Segundo a publicação Payments Africa News, a orientação acompanha o lançamento comercial da SaoPay, uma nova rede doméstica de pagamentos instantâneos desenvolvida pela Ghana Interbank Payment and Settlement Systems (GhIPSS). A rede pretende facilitar transferências em tempo real entre contas bancárias e carteiras móveis. A orientação coloca a protecção dos fundos no centro da expansão dos pagamentos digitais. Quanto mais pessoas e empresas utilizam carteiras electrónicas, maior é a importância de garantir que o dinheiro dos clientes permanece separado dos recursos operacionais dos prestadores. O desafio não consiste apenas em disponibilizar transferências rápidas. Os operadores precisam de demonstrar que possuem mecanismos adequados para proteger os saldos dos utilizadores, gerir riscos e manter a confiança no sistema financeiro. O que o regulador exige aos operadores? Segundo a notícia publicada a 11 de Outubro, o Banco do Gana determinou que os operadores de dinheiro móvel revejam e reforcem as políticas e os procedimentos aplicáveis à salvaguarda dos fundos dos clientes. A orientação destaca a separação entre os recursos dos utilizadores e o capital utilizado para financiar as operações das empresas. Os fundos dos clientes devem permanecer em contas designadas, mantidas em instituições financeiras reguladas, sem mistura com os recursos operacionais dos prestadores. Esta separação procura reduzir a exposição dos clientes a problemas financeiros que possam afectar o operador. Se uma empresa enfrentar dificuldades, os recursos que pertencem aos utilizadores não devem ser tratados como dinheiro disponível para financiar as suas próprias despesas. O regulador concedeu aos operadores até 30 de Novembro de 2026 para apresentarem os respectivos planos de conformidade. O prazo exige que as empresas avaliem os controlos existentes e identifiquem as medidas necessárias para cumprir as exigências comunicadas. Porque é importante separar o dinheiro dos clientes? As carteiras de dinheiro móvel permitem guardar valor electrónico e utilizá-lo em transferências, pagamentos e outras operações financeiras. Embora o cliente aceda ao serviço através de uma aplicação, de um código USSD ou de outro canal, o saldo representa um valor que o prestador precisa de proteger. A salvaguarda desses fundos depende de regras claras e de mecanismos de controlo. Os operadores precisam de assegurar que os montantes registados nas carteiras correspondem aos fundos que sustentam as obrigações perante os utilizadores. A separação das contas constitui uma componente importante desse modelo. Evita que a empresa trate o dinheiro dos clientes como se fosse receita própria ou capital disponível para financiar despesas correntes.
Micael Lutango é um profissional angolano com mais de catorze anos de experiência nas áreas comercial e de desenvolvimento de negócios, com uma actuação particularmente forte nos sectores de tecnologias…
Sign in to your account