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A Airtel Money planeia lançar um cartão virtual Mastercard no mercado queniano, permitindo pagamentos em plataformas internacionais através da carteira móvel. A iniciativa desafia o M-PESA GlobalPay e reforça a disputa por receitas no comércio digital. A concorrência entre a Airtel Money e a Safaricom está a entrar numa nova fase no Quénia. A Airtel Mobile Commerce prepara o lançamento…
Enquanto nós ainda estamos a adaptar-nos cada vez mais aos pagamentos digitais, no Quénia eles já fazem parte do quotidiano há muitos anos. E grande parte dessa revolução tem nome: M-Pesa. Lançado em 2007 pela Safaricom, o M-Pesa começou como uma solução para facilitar pagamentos de microcrédito. Só que aconteceu algo interessante: as pessoas começaram a usar o serviço para…
Mastercard anunciou novos serviços de confiança e inteligência para reforçar a segurança dos pagamentos iniciados por agentes de inteligência artificial (IA). A iniciativa amplia o programa Agent Pay e procura ajudar bancos e comerciantes a compreender melhor as operações conduzidas por sistemas autónomos. O anúncio foi feito a 30 de Setembro de 2026. A empresa pretende combinar informação sobre identidade,…
A Samsung e a Coinbase estão a preparar uma nova etapa na…
Durante muito tempo, falar de criptomoedas significava falar de Bitcoin, Ethereum, especulação e volatilidade. Hoje, porém, uma outra categoria de activos digitais começa a ocupar um espaço cada vez mais relevante na discussão sobre o futuro do dinheiro: as stablecoins. E, na minha perspectiva (Não sou especialista na máteria), é precisamente aqui que poderá estar uma das maiores transformações do sistema financeiro nos próximos anos. As stablecoins não nasceram para substituir imediatamente o dinheiro tradicional. Foram criadas, inicialmente, para resolver um problema do próprio universo cripto: como movimentar valor digital sem estar permanentemente exposto à enorme volatilidade de activos como Bitcoin? A resposta foi criar tokens digitais cujo valor procura manter uma relação estável com um activo de referência, normalmente uma moeda fiduciária, sobretudo o dólar norte-americano. Mas aquilo que começou como uma ferramenta para o mercado cripto está a transformar-se numa discussão muito maior: e se o dinheiro tradicional pudesse adquirir as características da Internet? Mas antes de aproundarmos mais a nossa abordagem, é melhor saber na intrega, o que é uma Stablescoin O que são, afinal, stablecoins? De forma simples, uma stablecoin é um activo digital emitido numa blockchain e concebido para manter um valor relativamente estável em relação a outro activo. A modalidade mais comum é a stablecoin indexada ao dólar, procurando manter uma relação próxima de 1 token = 1 dólar. Existem diferentes modelos. Algumas são respaldadas por moeda, depósitos ou activos financeiros de elevada liquidez; outras utilizam criptoactivos como garantia; e existem ainda modelos algorítmicos que procuram manter a estabilidade através de mecanismos automáticos. Entre os exemplos mais conhecidos estão o USDT, da Tether, e o USDC, da Circle. De instrumento do mercado cripto para infraestrutura financeira A primeira grande utilização das stablecoins foi relativamente simples: servir como uma espécie de “dólar digital” dentro das plataformas de criptomoedas. Um investidor podia trocar Bitcoin por USDT ou USDC sem necessariamente sair do ecossistema blockchain. Mas esta utilização inicial começou a revelar algo muito mais importante: Uma stablecoin pode transportar valor digitalmente, 24 horas por dia, sete dias por semana, através de uma rede blockchain e sem depender necessariamente do modelo tradicional de transferências bancárias. É aqui que começa a verdadeira transformação. O que temos não é apenas uma nova criptomoeda. Temos a possibilidade de transformar dinheiro numa espécie de software. Um pagamento pode ser programado. Uma liquidação pode ocorrer automaticamente. Um contrato pode desencadear um pagamento. Uma empresa pode movimentar fundos internacionalmente sem esperar pelo horário de funcionamento de determinados sistemas bancários. O mercado já é grande. A economia real ainda não Aqui está, provavelmente, o maior paradoxo das stablecoins. O mercado já atingiu uma dimensão suficientemente grande para chamar a atenção dos bancos centrais, bancos comerciais, grandes empresas tecnológicas e instituições financeiras. O BIS estimava, no início de Abril de 2026, uma capitalização global próxima de 315 mil milhões de dólares. O FMI, por sua vez, estimava o mercado em aproximadamente 300 mil milhões de dólares em 2026. Mas tamanho não significa necessariamente adopção na economia real. Grande parte das transacções ainda ocorre dentro do próprio universo de activos digitais, incluindo negociação, arbitragem e outras operações relacionadas com criptoactivos. O que acaba por ser ainda uma desvantagem para a alavancagem do mesmo. Será que nos proximos anos teremos novidades sobre o mesmo? Fica a pergunta no ar!
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A OPay consolidou a sua posição entre as aplicações financeiras mais presentes…
O Banco do Gana intensificou a supervisão dos pagamentos internacionais e anunciou…
A carteira digital PayPay processou 2.353.687 transferências instantâneas através do KWiK, em…
Quase metade dos consumidores da Ásia-Pacífico admite utilizar stablecoins nos próximos cinco…
A fintech queniana Cloud9 reforçou o seu financiamento total para 1 milhão…
O continente africano já construiu uma parte importante da infraestrutura para os…
A pawaPay obteve uma licença de Payment Service Provider (PSP) em Moçambique…
A Etiópia prepara uma nova etapa na integração dos seus pagamentos digitais com o mercado africano, o Banco Nacional da Etiópia confirmou planos para ligar carteiras de mobile money ao Pan-African Payment and Settlement System (PAPSS). A integração permitirá, quando estiver operacional, realizar pagamentos transfronteiriços através de carteiras digitais etíopes. A medida poderá beneficiar empresas, pequenos comerciantes e particulares, também poderá reduzir a dependência de canais tradicionais de pagamentos internacionais. A iniciativa surge num momento de rápida transformação do sistema financeiro digital etíope. Segundo o Banco Nacional da Etiópia, as contas de mobile money cresceram de 12,2 milhões em 2020 para 139,5 milhões em 2025. O volume anual de transacções também registou um crescimento acelerado, o próximo desafio passa agora por levar essa escala para além das fronteiras nacionais. Do mobile money ao mercado continental A ligação ao PAPSS representa uma mudança importante para as carteiras digitais etíopes, até agora, o mobile money funciona sobretudo dentro do mercado nacional. A integração pretende criar uma ligação entre essas carteiras e uma infra-estrutura continental, segundo a nossa fonte, o processo técnico já está em curso. O Banco Nacional da Etiópia será o agente de liquidação das operações encaminhadas através do PAPSS, ainda não existe, contudo, uma data pública para o lançamento comercial da integração. Isto significa que a possibilidade anunciada ainda não representa uma funcionalidade disponível aos utilizadores, existe uma fase de integração técnica e regulamentar antes da sua entrada efectiva em operação, essa distinção será importante para avaliar os próximos passos. PAPSS quer ligar os sistemas, não substituir as carteiras O PAPSS não pretende substituir as plataformas de mobile money, a sua função é criar uma camada de pagamentos e liquidação entre diferentes mercados africanos. O sistema permite que bancos, fintechs e prestadores de serviços de pagamento participem através das respectivas infra-estruturas, os participantes podem utilizar APIs e mensagens baseadas no padrão ISO 20022. A arquitectura permite que diferentes instituições mantenham os seus próprios sistemas, o PAPSS funciona como uma infra-estrutura de ligação. Esta característica é particularmente importante para o mobile money, uma carteira etíope não precisa de se transformar numa carteira pan-africana, precisa apenas de conseguir comunicar com a infra-estrutura regional.
Micael Lutango é um profissional angolano com mais de catorze anos de experiência nas áreas comercial e de desenvolvimento de negócios, com uma actuação particularmente forte nos sectores de tecnologias…
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