O KWiK denominado “Kwanza Instantâneo”, o sistema de transferências instantâneas gerido pela EMIS, registou a 26 de Junho de 2026 o seu recorde diário: mais de 164 mil transferências compensadas, num valor de 5,25 mil milhões de Kwanzas.
O número representa um crescimento de 90,3% face ao mesmo dia de 2025, o que significa que o volume diário do sistema praticamente duplicou num ano. Para ter uma ideia da escala, no primeiro semestre de 2025 o KWiK processava em média cerca de 70 mil transferências por dia o recorde de Junho de 2026 é mais do dobro desse ritmo.
Uma adopção em aceleração
Os números dos últimos meses confirmam a tendência. No primeiro semestre de 2025, o sistema tinha registado 8,6 milhões de transferências, num valor de 214 mil milhões de Kwanzas. Em Fevereiro de 2026, num único mês, foram feitas 3,14 milhões de transferências que movimentaram 74,6 mil milhões de Kwanzas, e o ecossistema contava já com 12,3 milhões de contas registadas e 24,8 milhões de chaves de pagamento activas.
Um dado curioso é quem está a puxar pelo crescimento: não são os bancos tradicionais, mas as carteiras digitais. Em Fevereiro de 2026, a Paypay respondia por 52,2% das transferências KWiK, seguida do BAI (21,9%) e da Unitel Money (12,6%), enquanto os restantes 16 bancos somavam apenas 11,6%.
Forbes África Lusófona
A maioria das operações é de pequeno valor, cerca de 66,4% das transferências feitas em Fevereiro ficaram abaixo dos 10 mil Kwanzas, sinal de que o KWiK está a ser usado para compras correntes, pagamentos do quotidiano e apoio a familiares. No dia do recorde, contudo, o valor médio por transferência subiu para cerca de 32 mil Kwanzas*, acima da média de Fevereiro, de aproximadamente 23.800 Kwanzas. Os dias de pico, possivelmente ligados a pagamentos de fim de mês, concentram transferências de maior montante.
A EMIS destaca que os resultados evidenciam a mudança nos hábitos de pagamento dos consumidores e contribuem para um ecossistema financeiro mais digital e interoperável. A empresa assume-se como operadora das infra-estruturas que garantem a interoperabilidade entre os diferentes instrumentos e sistemas de pagamento no país.



