Moçambique mostra como o mobile money está a redesenhar a inclusão financeira

Dioko
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Moçambique registou 130,9 contas de moeda electrónica por cada 100 adultos no segundo trimestre de 2026, no mesmo período, existiam apenas 33,8 contas bancárias por cada 100 adultos, a diferença mostra a dimensão alcançada pelos serviços financeiros baseados no telemóvel. Também revela como o mobile money pode avançar mais rapidamente do que a banca tradicional.

Os dados do Banco de Moçambique mostram uma evolução contínua das contas de moeda electrónica, no final de 2025, existiam 125,8 contas por cada 100 adultos, esse indicador subiu para 130,9 no segundo trimestre de 2026. As contas bancárias passaram apenas de 33,7 para 33,8 por cada 100 adultos.

A diferença tornou-se, assim, ainda mais expressiva durante o período, é importante interpretar correctamente estes números, um rácio superior a 100 contas por 100 adultos não significa que mais de 100% dos adultos utilizem moeda electrónica. Algumas pessoas possuem mais de uma conta ou utilizam serviços de diferentes operadores. O próprio Banco de Moçambique utiliza este indicador como medida de acesso e reconhece esse efeito.

Três operadores dominam o mercado

Moçambique conta atualmente com três operadores de moeda electrónica, M-Pesa, e-Mola e M-Kesh, que prestam serviços financeiros através do telemóvel e constituem o principal canal de expansão da inclusão financeira no país, além de 15 bancos.

O país possui também 15 bancos comerciais, a diferença entre os dois modelos mostra a dimensão que os serviços móveis conquistaram na população, o modelo possui uma característica fundamental. O utilizador não precisa necessariamente de uma agência bancária para aceder ao serviço. A rede de agentes aproxima os serviços financeiros de comunidades que podem estar distantes das infra-estruturas bancárias.

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