MTN prepara nova ofensiva do MoMo no mercado sul africano

Dioko
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A MTN está a olhar para a forte utilização de dinheiro físico na África do Sul como uma oportunidade para ampliar a presença do seu negócio de Mobile Money, o MoMo, e aprofundar a digitalização dos pagamentos no país.

A estratégia representa uma mudança importante na forma como a operadora encara o mercado sul-africano: em vez de considerar o elevado uso de numerário apenas como um obstáculo à digitalização, a MTN pretende transformá-lo numa porta de entrada para novos serviços financeiros digitais.

O objectivo é fazer com que o MoMo deixe de ser visto apenas como uma carteira para transferência de dinheiro e passe a funcionar como uma plataforma financeira mais abrangente, capaz de ligar consumidores e comerciantes a diferentes serviços, incluindo pagamentos, crédito, remessas e outros produtos financeiros.

África do Sul apresenta uma oportunidade diferente

A aposta ganha relevância devido às características do mercado sul-africano. Apesar do elevado nível de desenvolvimento do sistema financeiro e da utilização de cartões e serviços bancários, uma parte significativa da actividade económica continua dependente do dinheiro físico, sobretudo em segmentos de menor rendimento e na economia informal.

Para a MTN, esse cenário pode representar uma oportunidade para levar serviços financeiros digitais a consumidores e pequenos comerciantes que ainda dependem do numerário nas suas transacções.

A lógica é semelhante à que impulsionou o crescimento do Mobile Money em vários mercados africanos: utilizar uma rede de agentes e uma plataforma móvel para aproximar serviços financeiros de pessoas que nem sempre estão plenamente integradas no sistema bancário tradicional.

O desafio de entrar num mercado bancário mais desenvolvido

A expansão na África do Sul, contudo, apresenta desafios diferentes dos encontrados em mercados onde a bancarização é menor.

A MTN terá de competir com bancos tradicionais, carteiras digitais, plataformas de pagamento e outros operadores fintech já estabelecidos. Por isso, a vantagem competitiva do MoMo poderá depender menos da simples disponibilização de uma carteira digital e mais da capacidade de criar uma experiência financeira integrada.

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