A transformação digital do sistema financeiro africano está a entrar numa nova fase. Depois de conquistar milhões de utilizadores e transformar o telemóvel numa carteira financeira, o mobile money enfrenta agora outro desafio: garantir que as suas plataformas conseguem suportar um número cada vez maior de transações, utilizadores, comerciantes e serviços.
É neste contexto que a Ericsson e a MTN Group Fintech concluíram a modernização da plataforma Mobile Money (MoMo) em mercados estratégicos de África, através da migração para uma arquitectura tecnológica baseada em cloud-native. A transformação já foi concluída no Eswatini, Gana, Ruanda e Uganda, enquanto iniciativas semelhantes estão em curso nos Camarões e em discussão para o Benim, República do Congo e Zâmbia.
O MoMo está a deixar a infraestrutura antiga
Durante muitos anos, as plataformas financeiras foram construídas sobre infraestruturas tecnológicas tradicionais, muitas vezes complexas e difíceis de adaptar rapidamente.O crescimento do mobile money está a mudar essa realidade.
Segundo a Ericsson, a migração está a permitir que a MTN MoMo abandone um ambiente virtualizado mais antigo e adopte uma arquitectura padronizada e nativa da cloud, construída sobre a Ericsson Fintech Platform.
Até 80% mais rapidez nas APIs
Um dos dados mais relevantes divulgados pela Ericsson está relacionado com o desempenho tecnológico. Após a migração para a arquitectura cloud-native, a plataforma registou melhorias que incluem tempos de resposta das APIs até 80% mais rápidos. Além disso, a empresa refere uma redução da carga de processamento e da utilização das bases de dados em até 86% nos mercados migrados
Estes números são particularmente importantes para uma plataforma financeira. As APIs funcionam como pontes que permitem a comunicação entre diferentes sistemas. Quando um comerciante, uma aplicação ou um parceiro tecnológico precisa de interagir com a plataforma MoMo, são essas interfaces que permitem a troca de informação. Quanto mais rápidas e eficientes forem, mais fácil se torna criar novos serviços.

