Pequena dimensão do mercado é o maior travão à inovação fintech em Cabo Verde

Dioko
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O reduzido tamanho do mercado cabo-verdiano, com menos de 600 mil habitantes, é apontado pela totalidade das entidades fintech que responderam ao inquérito do Banco de Cabo Verde (BCV) como uma barreira à sua atividade no país. Os dados constam do Estudo de Caracterização das Iniciativas Fintech em Cabo Verde, divulgado pelo banco central em Dezembro de 2025.

Entre os prestadores de serviços de pagamento (PSP), instituições de crédito, de microfinanças, de pagamento e de moeda electrónica, o principal entrave apontado é o custo elevado de novos investimentos, identificado por 82% dos respondentes, seguido de perto pelo quadro legal e regulatório aplicável (76%) e, depois, pela reduzida escala do mercado nacional (71%). A falta de cooperação entre os diferentes players do ecossistema é referida por 53% dos PSP, e os riscos associados à cibersegurança por 47%.

Barreiras à inovação digital e tecnológica nos serviços financeiros, na perspectiva dos prestadores de serviços de pagamento (PSP). Fonte: Banco de Cabo Verde, Estudo de Caracterização das Iniciativas Fintech em Cabo Verde (pág. 36).

Sobre a regulação em particular, tanto os PSP como as fintech identificam a falta de flexibilidade e de proporcionalidade da legislação como a principal questão a resolver, opção selecionada por 69% dos PSP e pela maioria das entidades fintech, seguida da complexidade da regulação existente. Um dos PSP respondentes considera ainda que a rede interbancária de pagamentos, tal como está actualmente configurada, “posiciona-se como uma barreira à inovação, limitando a entrada de novas soluções de pagamento digital independentes”.

Questionadas sobre que ações poderiam atenuar estas barreiras, tanto os PSP como as fintech convergem nas mesmas três respostas: mais flexibilidade e proporcionalidade na regulação, maior coordenação entre autoridades nacionais e internacionais, e o desenvolvimento de sandboxes regulatórias e hubs de inovação sugestões subscritas por 67% a 73% dos PSP e, por unanimidade, por todas as entidades fintech respondentes.

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