Airtel Money fixa avaliação de 7 mil milhões de dólares para IPO em Londres

Dioko
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Recentemente noticiamos que, o mobile money africano acabava de ganhar novo peso com IPO da Airtel Money em Londres, e que poderá tornar-se uma das maiores estreias africanas no mercado britânico nos últimos anos. A operação deverá ocorrer através da venda de acções existentes pelos actuais accionistas.

Agora surge uma nova informação de que, a Airtel Money fixou o preço das suas acções em 1,96 libras esterlinas para a entrada na Bolsa de Londres. O preço atribui à empresa uma avaliação estimada de 5,3 mil milhões de libras, equivalente a cerca de 7 mil milhões de dólares.

A operação transforma a Airtel Money numa das maiores empresas africanas de pagamentos digitais com cotação bolsista independente, a admissão no mercado principal da London Stock Exchange está prevista para 14 de Outubro de 2026. A negociação condicional deverá começar até 9 de Outubro.

Uma operação de cerca de 703 milhões de dólares

A oferta prevê a venda de 270 milhões de acções existentes, ao preço de 1,96 libras por acção, a operação deverá movimentar cerca de 529 milhões de libras. O valor corresponde a aproximadamente 703 milhões de dólares, existe ainda uma opção de sobrealocação para vender mais 27 milhões de acções, caso seja totalmente exercida, a oferta poderá atingir 297 milhões de acções.

Avaliação ficou abaixo das expectativas iniciais

O valor definido para o IPO ficou abaixo das estimativas divulgadas antes da operação, em Setembro, fontes citadas pela Reuters apontavam para uma avaliação entre 8 mil milhões e 9 mil milhões de dólares. A oferta poderia então movimentar cerca de 800 milhões de dólares.

O preço agora anunciado coloca a avaliação em aproximadamente 7 mil milhões de dólares, a diferença mostra que a avaliação final foi mais conservadora do que as expectativas iniciais. Isso não altera a dimensão estratégica da operação, o IPO continua a representar uma das maiores entradas recentes de uma empresa ligada aos pagamentos digitais africanos na Bolsa de Londres.

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