VISA: Stablecoins conquistam consumidores em todo o mundo

Dioko
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Um padrão repete-se em todas as regiões cobertas pelo mais recente relatório da Visa sobre remessas digitais, o “Money Travels: 2026 Digital Remittances Adoption Report“: A vontade de usar stablecoins para transferências internacionais dispara sempre que os consumidores imaginam ter as mesmas protecções contra fraude e o mesmo seguro de depósitos de uma conta bancária tradicional.

Na Europa, a disposição para usar stablecoins passa de 19% para 44% nesse cenário hipotético. Na América Latina, o salto é ainda maior de 34% para 74%, com destaque para o México (de 33% para 71%), o Brasil (até 74%) e o Peru (até 77%). Nos Estados Unidos, a adesão sobe de 36% para 56%, e no Canadá de 18% para 25%. Na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, a intenção de adopção chega aos 82% e 79%, respectivamente, quando a oferta passa por instituições financeiras de confiança.

Conhecimento ainda não significa confiança

O estudo, que inquiriu consumidores em 20 países da Austrália ao Japão, passando pela Arábia Saudita, o Brasil, a Alemanha e os Estados Unidos, mostra que a consciência sobre stablecoins já é elevada em vários mercados (66% na Índia, 82% nos Emirados, 73% na Arábia Saudita), mas a confiança na recuperação de fundos em caso de problema continua baixa em quase todo o lado apenas 7% na Suécia, 14% no Reino Unido e 19% nos EUA dizem sentir-se confiantes de recuperar dinheiro perdido numa transferência em stablecoin.

Para a Visa, a conclusão é clara: a próxima fase da adopção de stablecoins vai depender menos de inovação tecnológica e mais da capacidade das instituições financeiras bancos, redes de pagamento globais e fintechs de oferecerem garantias de segurança e mecanismos de recuperação comparáveis aos das contas bancárias tradicionais.

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