Durante décadas, os Estados Unidos foram vistos como o centro mundial da inovação financeira. Foi no mercado norte-americano que nasceram algumas das maiores instituições bancárias, empresas tecnológicas e plataformas de pagamentos do mundo. Mas uma mudança interessante começa agora a ganhar força.
Algumas das mais ambiciosas FinTechs europeias estão a olhar para os Estados Unidos como a próxima grande fronteira do seu crescimento. Empresas como Revolut, Monzo, N26, bunq e Klarna representam uma nova geração de instituições financeiras digitais que pretende disputar espaço num dos mercados bancários mais competitivos do planeta. A diferença é que estas empresas não querem apenas oferecer uma conta bancária ou um cartão. A ambição é tornar-se na principal relação financeira do cliente.
O mercado americano continua fragmentado
Segundo a análise publicada pela Global Finance, existe uma diferença importante entre a experiência financeira oferecida por muitas plataformas europeias e a realidade do consumidor norte-americano. Nos Estados Unidos, muitos consumidores continuam a utilizar diferentes plataformas para diferentes necessidades:
Uma aplicação para pagamentos.
Outra para investimentos.
Outra para transferências.
Outra para câmbio.
Outra para seguros.
E outra para serviços bancários.
Enquanto isso, algumas das FinTechs europeias estão a construir modelos mais integrados. A ideia é concentrar vários serviços numa única aplicação e tornar essa plataforma o principal ponto de entrada do cliente para a sua vida financeira.
O resultado é um ecossistema onde o cliente passa cada vez mais tempo dentro da mesma plataforma. A Global Finance destaca precisamente esta mudança: a nova batalha bancária não será necessariamente vencida por quem tiver o maior balanço financeiro, mas por quem conseguir construir uma relação mais próxima e permanente com o utilizador

