A Google lançou na quarta-feira, 28 de Outubro, o Google Wallet e o Google Pay na Nigéria, permitindo aos utilizadores de telemóveis Android pagar por aproximação em lojas, bem como em aplicações e na internet, com cartões elegíveis. O lançamento arranca com quatro bancos: FirstBank, Guaranty Trust Bank (GTBank), United Bank for Africa (UBA) e Zenith Bank.
A Nigéria torna-se assim o segundo país africano com o Google Wallet, quatro anos depois da África do Sul, que estreou o serviço com seis bancos.
Mastercard à frente, Verve de fora
Segundo a lista de cartões suportados pela Google, citada pelo Techpoint Africa, a oferta assenta sobretudo em cartões Mastercard de débito, crédito e pré-pagos. O único produto Visa listado é o cartão pré-pago do UBA, embora a Visa tenha afirmado que os seus titulares na Nigéria já podem usar o Google Pay.
A Mastercard levou o serviço ao país em parceria com a Interswitch, que desenvolveu a conectividade com os emissores, a tokenização e o processamento dos pagamentos por aproximação.
Ficam de fora, para já, os cartões Verve, a rede doméstica da Interswitch e a mais usada no país, os cartões AfriGO e os cartões emitidos por fintechs como OPay, Moniepoint, Kuda e PalmPay.
O obstáculo dos terminais
O alcance imediato do serviço depende dos terminais de pagamento (POS) com tecnologia sem contacto (NFC), ainda escassos. Segundo o Techpoint, os pagamentos sem contacto representam uma fracção mínima das transacções no país e cerca de metade dos telemóveis Android nigerianos tem NFC.
Cada pagamento é autenticado por impressão digital, reconhecimento facial ou PIN. O Banco Central da Nigéria fixa limites de 15 mil nairas por transacção e 50 mil nairas por dia para pagamentos sem contacto sem verificação adicional. No comércio electrónico, o Google Pay já estava disponível através da Paystack e da Interswitch.
O que significa para Angola
Em Angola, os pagamentos móveis assentam sobretudo em soluções locais, como o Multicaixa Express, o sistema de pagamentos instantâneos KWiK e as carteiras de operadoras e fintechs, e não em carteiras globais como o Google Wallet ou o Apple Pay.
O caso nigeriano mostra que a chegada destas carteiras depende da adesão dos bancos emissores, das redes de cartões e da modernização do parque de terminais, factores a ter em conta pelo sector angolano numa eventual abertura a soluções internacionais.
Fontes: Techpoint Africa; Google



