VISA adquire BioCatch e quer detectar fraudes antes do pagamento acontecer

Dioko
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A Visa está a reforçar a sua estratégia global de combate à fraude digital com a aquisição da BioCatch, empresa especializada em inteligência comportamental e detecção de fraude baseada em inteligência artificial.

A operação, anunciada em 3 de agosto de 2026, está avaliada em 2,4 mil milhões de USD e deverá permitir à Visa ampliar as suas capacidades de prevenção de fraude, ataques a contas, burlas digitais e fraude na abertura de contas. A conclusão do negócio ainda depende das aprovações regulatórias necessárias.

Mais do que comprar uma empresa de cibersegurança, a Visa está a procurar reforçar uma camada cada vez mais importante dos pagamentos digitais: a capacidade de identificar comportamentos suspeitos antes de uma transação financeira ser concluída.

A fraude está a mudar

O crescimento dos pagamentos digitais trouxe conveniência para consumidores e empresas, mas também criou novas oportunidades para criminosos. Os ataques deixaram de estar concentrados apenas no roubo de dados de cartões.

Hoje, os criminosos procuram assumir o controlo de contas, manipular utilizadores, criar contas fraudulentas, utilizar contas-mula e explorar sistemas digitais através de técnicas cada vez mais sofisticadas. A inteligência artificial está a aumentar essa capacidade.

Segundo a Visa, ataques relacionados com tomadas de controlo de contas e burlas representam um custo superior a 1 bilião de USD por ano para a economia global, enquanto a IA permite aos criminosos aumentar a escala e sofisticação dos ataques.

A tecnologia que observa o comportamento

A BioCatch utiliza uma abordagem diferente da autenticação tradicional. Em vez de analisar apenas uma palavra-passe, um código ou uma informação introduzida pelo utilizador, a tecnologia procura compreender como a pessoa se comporta durante uma sessão digital.

A plataforma analisa mais de 3 000 sinais comportamentais e tecnológicos, incluindo padrões de escrita, movimentos do rato, gestos no ecrã, interações com o dispositivo, sinais relacionados com a rede e características do equipamento. A partir destes dados, os sistemas de inteligência artificial e aprendizagem automática procuram identificar padrões que possam indicar fraude.

Um utilizador legítimo pode, por exemplo, apresentar um determinado padrão de navegação e interação. Um criminoso que esteja a controlar uma conta comprometida poderá apresentar comportamentos diferentes. A tecnologia procura detectar precisamente essas diferenças.

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