A Amazon bloqueou o Muse, agente de inteligência artificial da Meta, impedindo-o de realizar compras na sua plataforma, a decisão surgiu menos de duas semanas depois do lançamento do Muse nos Estados Unidos.
O bloqueio transforma uma discussão tecnológica numa questão estratégica sobre o futuro do comércio digital. O conflito também levanta dúvidas sobre quem controla uma transacção quando a compra deixa de ser executada directamente pelo consumidor.
Amazon considera Muse um agente não autorizado
O bloqueio começou na noite de 20 de Setembro, segundo informações divulgadas pela Amazon e por vários meios especializados, os Utilizadores que tentam comprar através do Muse encontram uma mensagem sobre acesso não autorizado, a Amazon afirma que o acesso do agente viola as suas condições de utilização. A empresa também afirma que não autorizou o Muse a navegar pela sua plataforma em nome dos consumidores.
Segundo a Amazon, a Meta não informou previamente que o Muse utilizaria a plataforma para efectuar compras. A empresa também questiona a forma como o agente se identifica durante a navegação. Outro ponto envolve o tratamento das credenciais utilizadas pelos consumidores para aceder às suas contas.
A Amazon defende que aplicações de terceiros devem operar de forma transparente. Também entende que essas aplicações devem respeitar a decisão dos operadores sobre a participação nos seus serviços. A empresa compara esta lógica com aplicações de entrega de comida e plataformas de reservas de viagens.
Meta apresenta uma interpretação diferente
A posição da Meta é relevante para compreender a disputa. A empresa afirmou anteriormente que o Muse não tem acesso directo às palavras-passe ou aos métodos de pagamento dos utilizadores.
Segundo a Meta, as credenciais fornecidas pelo utilizador ficam armazenadas de forma segura, o sistema pode utilizá-las sem revelar essas informações ao próprio agente.
Esta explicação não eliminou as preocupações levantadas pela Amazon. O problema central ultrapassa o acesso a uma palavra-passe ou a um cartão. A questão envolve a autorização concedida por uma plataforma a um agente externo para actuar dentro do seu ambiente.



