A inteligência artificial está a deixar de ser apenas uma ferramenta utilizada para responder a perguntas ou gerar textos. No sector financeiro, a nova fase passa pela utilização de sistemas capazes de pesquisar, analisar informação, executar tarefas especializadas e participar directamente em processos complexos de trabalho.
É neste contexto que a Google Cloud anunciou o Gemini Enterprise for Financial Services, uma solução desenvolvida especificamente para levar a inteligência artificial agentiva aos fluxos de trabalho dos mercados de capitais e da banca empresarial e corporativa.
A plataforma foi apresentada oficialmente a 25 de Agosto de 2026 e procura responder a um dos principais desafios da utilização da inteligência artificial nas instituições financeiras: combinar a capacidade dos modelos de IA com dados verificáveis, segurança, governação e integração com os sistemas utilizados diariamente pelas organizações.
A IA deixa de apenas responder e passa a actuar
A grande novidade do Gemini Enterprise for Financial Services está relacionada com o conceito de inteligência artificial agentiva. Enquanto uma ferramenta tradicional de IA recebe uma pergunta e produz uma resposta, um agente pode ser configurado para executar um conjunto mais amplo de tarefas dentro de um processo.
Segundo a Google Cloud, a nova solução foi desenvolvida com quatro componentes principais:
Competências especializadas para actividades financeiras;
Ligações seguras a sistemas e fontes de dados;
Agentes capazes de actuar dentro dos fluxos de trabalho;
Um ecossistema aberto de parceiros tecnológicos.
Por baixo de toda esta estrutura existe ainda uma camada de governação destinada a apoiar a segurança, o controlo e a rastreabilidade das operações. Um dos principais elementos da nova plataforma é o Financial Research Agent, um agente desenvolvido e gerido pela própria Google. Este agente foi concebido para realizar actividades de investigação financeira de ponta a ponta e inclui mais de 50 competências fundamentais.

