África Subsaariana lidera o crescimento global do mobile money

Dioko
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Mais de metade das contas de mobile money do mundo, quase três quartos das transacções e dois terços do valor movimentado em 2025 passaram pela África Subsaariana, a região que continua a puxar pelo crescimento de uma indústria que já ultrapassou os 2,1 biliões de dólares em transacções anuais.

Segundo o “State of the Industry Report on Mobile Money 2026” da GSMA, a África Subsaariana tinha, no final de 2025, 174 serviços de mobile money em funcionamento 54% do total mundial e 1,2 mil milhões de contas registadas, um crescimento de 18% num só ano. As contas activas a 30 dias cresceram ainda mais depressa, 19%, para 341 milhões.

Em valor, a região movimentou 1,4 biliões de dólares em 2025, mais 27% do que no ano anterior, e responde por 66% de todo o valor transaccionado globalmente através de mobile money. Em volume de transacções, o peso é ainda maior: 74% de tudo o que se processa no mundo.

Onde Angola se insere no mapa africano?

A GSMA divide o continente em cinco sub-regiões, e a África Central, onde Angola é referida através da Unitel Money é a mais pequena das cinco: 20 serviços activos, 128 milhões de contas registadas (+20%) e 105 mil milhões de dólares em valor transaccionado (+21%). É um ritmo de crescimento comparável ao da África Oriental, a região mais madura do continente, ainda que a partir de uma base muito menor.

A África Oriental continua destacada: 62 serviços, 537 milhões de contas e 806 mil milhões de dólares movimentados em 2025 — mais de metade de todo o valor transaccionado em África. A África Ocidental soma 517 milhões de contas e 498 mil milhões de dólares, também com um crescimento robusto de 34% em valor.

Uma indústria que já não é uma novidade

Globalmente, o sector demorou 20 anos a ultrapassar 1 bilião de dólares em transacções anuais; precisou de apenas quatro anos para duplicar esse valor e chegar aos 2,1 biliões registados em 2025. Dois terços dos 268 milhões de novas contas registadas no mundo em 2025 nasceram na África Subsaariana — a região continua, de longe, a principal fonte de crescimento do mobile money a nível mundial.

Para mercados como Angola, que integram a região de crescimento mais lento do continente, o dado mais relevante é o ritmo: a África Central cresceu tão depressa em 2025 como a região mais madura do continente, o que sugere espaço e procura, para acelerar ainda mais nos próximos anos.

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