
O Banco Angolano de Investimentos (BAI) deu início ao programa de transformação dos seus sistemas de informação centrais, numa iniciativa que pretende modernizar a infraestrutura tecnológica da instituição e reforçar a sua capacidade de resposta às novas exigências do sector financeiro. O projecto começou a ser desenvolvido a sensivelmente três anos e entra agora numa fase de execução, envolvendo equipas do BAI, da Finastra e da Innovation Makers (INM).
O programa prevê a implementação da plataforma Essence, da Finastra, uma solução de nova geração para sistemas bancários centrais. Com esta aposta, o BAI posiciona-se como uma das primeiras instituições bancárias em Angola e na África Austral a adoptar esta tecnologia.
A Finastra será responsável pela implementação do sistema bancário Essence, bem como pelas soluções de tesouraria, trade finance e canais corporativos. A Innovation Makers, enquanto parceiro local, terá entre as suas responsabilidades a integração dos diferentes sistemas, a migração de dados e o apoio às componentes regulatória e operacional do projecto.
O Presidente da Comissão Executiva do BAI, Luís Lélis, afirmou que “estamos a construir, com ambição e
visão de futuro, a infraestrutura tecnológica que sustentará o crescimento do BAI nas próximas décadas.
Este é um momento de redefinição do nosso modelo operacional, da experiência que oferecemos aos nossos
clientes e da forma como competimos num mercado cada vez mais digital e exigente. Uma transformação
profunda, que vai exigir coragem, foco e disciplina de execução”. O responsável reconheceu ainda que uma transformação desta dimensão exigirá capacidade de execução, disciplina e foco ao longo de todo o processo.
A instituição prevê igualmente ganhos ao nível da segurança, conformidade e fiabilidade das operações, bem como a automatização de processos internos, permitindo tornar as operações mais eficientes e alinhadas com as exigências de um mercado financeiro cada vez mais digital. Durante o período de transição, o BAI garantiu que serão adoptadas medidas para garantir a continuidade e a estabilidade das operações. O banco prevê, para o efeito, a implementação de planos de contingência e a manutenção de uma comunicação regular com clientes e parceiros.