
O futuro das finanças digitais e o papel da tecnologia na transformação do sector financeiro angolano estiveram no centro do debate durante a Conferência “Fintech: O Futuro das Finanças e Tecnologia em Angola”, realizada no dia 7 de Agosto, em Luanda. A iniciativa foi promovida pelo Centro de Inovação Social, Incubação e Empreendedorismo da Universidade Católica de Angola (CISIUCAN) e enquadrou-se nas comemorações dos 50 anos da Independência Nacional.
O encontro reuniu especialistas, académicos, empreendedores e representantes de entidades reguladoras nacionais, proporcionando um espaço de reflexão sobre a evolução das tecnologias financeiras, os desafios da regulação e as oportunidades que a inovação pode criar para o alargamento do acesso aos serviços financeiros no país. Entre as instituições participantes esteve a Comissão do Mercado de Capitais (CMC), representada pelo seu Administrador Executivo, Vasco Januário, que participou no painel dedicado ao tema “Fintechs, Regulação e Segurança nas Finanças”.
Durante a sua intervenção, o responsável apresentou a perspectiva da CMC sobre os principais desafios e oportunidades associados à inovação financeira, destacando a necessidade de encontrar um equilíbrio entre a promoção de novas soluções tecnológicas, a protecção dos investidores e a segurança do sistema financeiro.
Regulação acompanha inovação
Um dos aspectos destacados durante o debate foi a necessidade de adequar o quadro regulatório à evolução das novas tecnologias financeiras. Neste domínio, a CMC apontou o enquadramento legal do crowdfunding como uma das medidas relevantes para acompanhar o desenvolvimento de novos modelos de financiamento.
Literacia financeira digital ganha importância
A conferência teve como iniciativa também, abordar a importância da literacia financeira digital num contexto em que cada vez mais operações financeiras são realizadas através de plataformas digitais.
Segurança e confiança como factores essenciais
A expansão das fintechs traz consigo novas oportunidades para o sector financeiro, mas também aumenta a necessidade de reforçar os mecanismos de segurança, supervisão e protecção dos diferentes intervenientes.
Angola perante uma nova realidade financeira
O debate promovido pela UCAN decorre num momento em que a transformação digital está a alterar profundamente a forma como os serviços financeiros são desenvolvidos, disponibilizados e utilizados. Para Angola, o crescimento das fintechs representa uma oportunidade para acelerar a inclusão financeira, ampliar o acesso a serviços e criar novos modelos de negócio. Ao mesmo tempo, exige instituições preparadas para responder aos riscos associados à digitalização e um quadro regulatório capaz de acompanhar a velocidade da inovação.