
O Banco Nacional de Angola (BNA) está a reforçar os mecanismos destinados a incentivar o surgimento de novas soluções tecnológicas no sector financeiro, mas sem colocar em causa a segurança, a integridade e a estabilidade do sistema financeiro nacional. A posição manifestada pelo governador do BNA, Manuel António Tiago Dias, que destacou a necessidade de acompanhar a evolução tecnológica com medidas capazes de responder aos novos riscos que surgem com a digitalização dos serviços financeiros.
Segundo o governador do BNA, o banco central tem vindo a intensificar o diálogo com as Fintechs, os prestadores de serviços de pagamento e outros intervenientes ligados à inovação tecnológica. A intenção é criar um ambiente que permita o desenvolvimento de novas soluções financeiras, garantindo, ao mesmo tempo, condições de segurança para os utilizadores e para as instituições.
O mesmo ainda chamou particular atenção para o crescimento dos pagamentos digitais, da banca móvel e de outras plataformas tecnológicas. Embora estas ferramentas contribuam para aumentar o acesso aos serviços financeiros, também fazem surgir desafios relacionados com a Cibersegurança, a fraude digital, a protecção de dados e a capacidade de resposta das instituições perante falhas ou ataques informáticos
Onde decorreu essas declarações?
As declarações foram proferidas durante a abertura da XV Reunião dos Líderes da Iniciativa de Políticas de Inclusão Financeira Africana (AfPI) 2026, onde o Governador governador considerou importante a criação do Grupo Técnico Regional de Cibersegurança da AfPI, cuja reunião técnica teve lugar em Luanda, nos dias 9 e 10 de Julho deste ano. A iniciativa, segundo o responsável, poderá contribuir para uma resposta mais coordenada aos riscos de Cibersegurança que afectam o sector financeiro no continente.
O governador do BNA defendeu ainda que o futuro da inclusão financeira em África dependerá da capacidade dos países de utilizar a tecnologia para responder às necessidades concretas das populações. Para isso, será necessário fortalecer as instituições, aumentar a cooperação regional e garantir que a transformação digital não deixe pessoas para trás.